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Professora cria projeto para usar teatro como ferramenta de educação no Complexo do Caju

Atualizado: 7 de jul. de 2025

Projeto Cria atende 120 crianças e jovens

Por Lara Nascimento*


Rio - O Projeto Cria, idealizado pela atriz e educadora Laura Campos Braz, atua desde 2018 no Complexo do Caju, Zona Portuária, oferecendo aulas de teatro para crianças a partir de 3 anos e jovens. Ao todo, o projeto atende 120 beneficiários, com uma equipe de 30 colaboradores, sendo 20 voluntários de várias regiões do país como Manaus, Brasília e São Paulo.

A história de Laura com a comunidade começou após ela notar que muitos alunos tinham dificuldades de aprendizagem e decidir tentar mudar essa realidade, usando o teatro como ferramenta educacional. "Conheci o Complexo do Caju em 2015, quando fui atuar como professora de teatro no núcleo do Afroreggae. Foram dois anos de trabalho e isso fez com que eu criasse um vínculo muito grande com os alunos e com a história do lugar. Quando o núcleo encerrou suas atividades em 2017, mantive contato com os alunos que sempre demonstravam interesse em continuar com as aulas. Juntando isso à minha vontade de trabalhar com o teatro como ferramenta educacional, resolvi fundar em 2018 o Projeto Cria, oferecendo aulas de teatro gratuitas uma vez na semana, em uma sala cedida pelo CRAS XV DE MAIO", explica.


Laura trabalha com teatro de rua e, além de explorar a atuação, incentiva outros aspectos da arte ao criar enredos com História, Literatura e escrita. Assim nasceu o Cortejo Favela, que conta a história do Caju e do surgimento das favelas, integrando o Teatro e a Música com aulas de História, Literatura e Escrita Criativa, sendo assistido por mais de 100 espectadores. "O objetivo do Cortejo Favela é ressignificar o olhar dos moradores para os espaços públicos da comunidade, criando conteúdos artísticos gratuitos para a formação de plateia. Mas tivemos a temporada interrompida pela pandemia de Covid-19. Agora, vamos retomar as atividades e os ensaios gradualmente, seguindo todos os protocolos, para que possamos nos apresentar nas outras comunidades do Caju, podendo se estender para outras comunidades do Rio de Janeiro", conta.


 
 
 

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